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A Literatura no Brasil

Embora tardia, levando-se em considera√ß√£o a situa√ß√£o hist√≥rica da Col√īnia, a produ√ß√£o liter√°ria no Brasil √© bastante significativa e p√īde se difundir ao longo do territ√≥rio a partir do s√©culo XIX com o fim da censura √† imprensa vigente no Segundo Imp√©rio. A partir de ent√£o, cada vez mais os autores (jornalistas, advogados, professores, intelectuais, pol√≠ticos etc.) dispunham de meios para ver impressos nos jornais (e tamb√©m em livros) seus escritos, seus ensaios, seus romances, seus poemas.

Com o alvorecer do século XX, não eram poucos os autores brasileiros nacionalmente e internacionalmente conhecidos, refletindo o desenvolvimento das letras nacionais. Como é o caso de Julia Lopes de Almeida (1862-1934), escritora carioca agraciada com menção honrosa na França, de onde vinham muitos dos modelos literários brasileiros, por sua contribuição literária.

A reclama√ß√£o, naquela √©poca, era com rela√ß√£o ao n√ļmero incipiente de leitores e freq√ľentadores de teatros, reduzidos somente √†s camadas mais altas da popula√ß√£o, que podiam arcar com o luxo de adquirir as publica√ß√Ķes e freq√ľentar as pe√ßas, geralmente vindas de outros pa√≠ses. Mas nem mesmo esse agravante impossibilitou que a literatura brasileira seguisse seu rumo e que seus principais escritores continuassem escrevendo e traduzindo obras vindas de outros pa√≠ses.

Divisor de águas na produção artística brasileira, a Semana de Arte Moderna trouxe de vez a literatura de vanguarda de uma maneira bem brasileira, embora pautada nos principais movimentos artísticos europeus. A partir de então, houve um movimento crescente na produção literária brasileira estendendo-se até os dias de hoje, representando os mais diversos aspectos da cultura e da sociedade brasileira.

Cartaz de Di Cavalcanti para a Semana de Arte Moderna de 1922, em S√£o Paulo

A maior cr√≠tica que se faz, nos dias de hoje, √© com rela√ß√£o √† situa√ß√£o do mercado editorial, que ainda oferece livros muito caros, inviabilizando seu acesso a todas as camadas da popula√ß√£o. Esse quadro vem mudando de uns tempos pra c√°, com o advento de edi√ß√Ķes chamadas pocket (geralmente de cl√°ssicos da literatura e de livros que j√° perderam os direitos autorais, isto √©, que se encontram em dom√≠nio p√ļblico), com a aquisi√ß√£o de livros pelo governo em programas de incentivo √† leitura e moderniza√ß√£o de bibliotecas escolares entre outros.

Outro aspecto, intimamente ligado com a leitura e a escrita est√° relacionada √† educa√ß√£o. Pois o Brasil carece de condi√ß√Ķes que incentive n√£o apenas a alfabetiza√ß√£o, mas o est√≠mulo √† leitura e √† escrita na escola. Embora haja diversos programas e grupos empenhados em reverter essa situa√ß√£o, o pa√≠s ainda est√° longe de ser um pa√≠s voltado √† literatura, diferentemente dos pa√≠ses desenvolvidos. √Č geralmente nos grandes centros que vemos a produ√ß√£o, publica√ß√£o e divulga√ß√£o dos autores e, mesmo assim, permanecendo inacess√≠veis a muitos grupos sociais.

Apesar dos percal√ßos mercadol√≥gicos, educacionais, sociais e hist√≥ricos, percebe-se um aumento de publica√ß√Ķes nacionais nos √ļltimos anos, em raz√£o da facilidade que um autor tem, hoje em dia, de procurar uma casa editorial e tamb√©m do interesse em promover a literatura brasileira e nosso mercado editorial. No entanto, em alguns casos, o autor iniciante que quer ver sua obra impressa em forma de livro necessita arcar com parte da publica√ß√£o de seus escritos.

O pa√≠s conta tamb√©m com a C√Ęmara Brasileira do Livro, √≥rg√£o sem fins lucrativos que atua na promo√ß√£o do mercado editorial brasileiro. A CBL √© respons√°vel desde 1959 pelo pr√™mio Jabuti, maior premia√ß√£o de literatura no territ√≥rio, que premia anualmente desde romances a livros did√°ticos e projetos gr√°ficos.

Com o advento da internet, n√£o s√£o poucos os grupos de ‚Äúinternautas‚ÄĚ que v√™m disseminando a literatura na web. Grupos de discuss√£o em f√≥runs e em comunidades das chamadas redes sociais e blogs voltados √† literatura e √† educa√ß√£o t√™m movimentado n√£o apenas as discuss√Ķes e cr√≠ticas acerca da produ√ß√£o liter√°ria (nacional e internacional), mas tamb√©m o mercado editorial, que v√™ nesse tipo crescente de discuss√£o um meio de divulga√ß√£o. Assim, pode-se dizer que h√° mais uma gera√ß√£o de leitores brasileiros, influenciada pela internet. Dizer que h√° uma ‚Äúnova‚ÄĚ gera√ß√£o de leitores pareceria equivocado, pois leitores ‚Äútradicionais‚ÄĚ de cl√°ssicos da literatura e freq√ľentadores de bibliotecas f√≠sicas (n√£o apenas as virtuais) sempre existir√£o.



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