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Realismo

Para se compreender o Realismo, suas obras e suas características, é necessário entender o que acontecia na Europa, em especial na França, no decorrer do século XIX, pois as mudanças estruturais, principalmente sociais, que ocorreram no continente influenciaram as produções literárias brasileiras. Naquela época, a França era vista como modelo cultural e de costumes no Brasil, um território independente e cuja literatura bebia diretamente da fonte francesa.


As Respigadeiras (1857), de Jean-Françoise Millet  

 Contexto Histórico na Europa 


Over London Rail (1870), de Gustave Doré

O Realismo teve início na Europa, mais especificamente na França, como resposta ao artificialismo do Neoclassicismo e ao sentimentalismo exacerbado do Romantismo, em um momento conturbado da história do continente, repleto de revoltas sociais e de insatisfação política que foram traduzidas para a sua literatura.

A partir de 1830, após a abdicação do monarca Carlos X, as lutas em decorrência da insatisfação de setores da sociedade se tornaram intensas e foram fortemente influenciadas pelas teorias sociais, como o socialismo e o nacionalismo. A Revolução Industrial, iniciada na Inglaterra, trouxe suas consequências, acentuando a divisão de classes e promovendo a condição precária dos operários, ao passo que favorecia o enriquecimento da burguesia industrial. Aos poucos, as revoltas se espalharam por toda a Europa.

Em geral, os operários eram camponeses pobres e iletrados que foram para as cidades em busca de trabalho. Acabaram encontrando jornadas de trabalho exaustivas, condições de vida precárias e um salário miserável. No entanto, aos poucos, esses operários foram tomando consciência da situação e se organizando para lutar pelos seus direitos. 

Nesse contexto, diversos pensadores europeus começaram a refletir sobre os problemas e a elaborar teorias que tentassem resolver as injustiças sociais. Surgiu então uma doutrina social denominada socialismo, que influenciou profundamente os movimentos operários. Segundo os teóricos do socialismo, as terras e os meios de produção (máquinas, fábricas, etc.) deveriam ser de propriedade comum, organizados pelo governo, para que os redimentos fossem distribuídos por todos. 

A Ciência e as Teorias Sociais


Karl Marx, em fotografia de 1875

Com as mudanças trazidas pela Revolução Francesa e pela Revolução Industrial, o pensamento científico também estava transformando a Europa. A necessidade de conhecer mais sobre o mundo natural fez com que, progressivamente, as explicações religiosas fossem substituídas pelos estudos sistemáticos e objetivos. No entanto, esse modelo de estudo não ficou restrito ao mundo físico, sendo extendido também às chamadas “ciências sociais”, na tentativa de estudar as sociedades de modo científico. 

Com relação às mudanças no pensamento social, é fundamental entender quais são os quatro principais teóricos sociais, pois eles foram responsáveis por pensar sobre os acontecimentos do mundo moderno e oferecer ideias e soluções que mudariam significativamente os rumos do mundo ocidental moderno. Além disso, estabeleceram a sociologia como uma ciência. São eles:

  • Augusto Comte foi o primeiro teórico a utilizar a palavra “sociologia” em 1838. Ele acreditava que as sociedades deveriam ser analisadas pelo viés da razão e da ciência. Comte queria criar uma “ciência da sociedade”, da mesma maneira como a “ciência natural” explicava o mundo físico de maneira positiva, isto é, produzindo conhecimento com base em evidências empíricas por meio da observação, da comparação e da experimentação. 
  • Karl Marx foi um pensador alemão que, expulso de seu país de origem, morou na França e na Inglaterra, onde pôde acompanhar as mudanças da Revolução Industrial e a situação dos operários. Publicou, juntamente com Friedrich Engels, “O Manifesto Comunista” e “O Capital”, obras importantes sobre o socialismo. O socialismo visa à propriedade coletiva dos meios de produção e ao fim da propriedade privada, o que, no entendimento dos autores, eram os fatores responsáveis pelas desigualdades sociais, onde poucas pessoas enriqueciam às custas das camadas de operários. Com o socialismo, as sociedades gradativamente alcançariam a igualdade, atingindo o comunismo (embora socialismo e comunismo sejam utilizados frequentemente como sinônimos, eles têm conceitos diferentes). Marx também acreditava que a história e as mudanças sociais eram fruto das forças econômicas da sociedade, não do acaso ou simplesmente do “poder das ideias”. Esse modo de interpretação da história recebeu o nome de materialismo histórico e mudou alguns paradigmas de compreensão não apenas da história, mas também de disciplinas como economia e geografia.
  • Émile Durkheim - assim como Auguste Comte - defendia a importância da sociologia como ciência empírica. Além disso, a sociologia deveria se dedicar a estudar os fatos sociais, isto é, os aspectos da vida em sociedade que moldam as nossas ações e comportamentos como indivíduos. O teórico defendia que, mesmo as ações mais íntimas e pessoais dos indivíduos sofrem influência e são moldadas por aspectos da sociedade. Assim, Durkheim legitimaria a sociologia como uma disciplina, tendo os fatos sociais como seu objeto de estudo.
  • Max Weber, um dos fundadores da sociologia, foi responsável por promover estudos relacionando sociologia e religião. Em sua obra principal, “A ética protestante e o espírito do capitalismo”, Weber analisa como algumas características do protestantismo, no qual a ideia de gerar riqueza é positiva, levaram ao desenvolvimento do capitalismo e como as religiões influenciaram as sociedades, principalmente o protestantismo e o catolicismo. O teórico foi responsável por incorporar diversos conceitos aos estudos da sociologia, como a burocracia, a ética protestante, a racionalização, a ação ideal e o tipo ideal.

 

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