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Junqueira Freire (1832 - 1855)

Junqueira Freire nasceu e faleceu em Salvador (BA). Monge beneditino, sacerdote e poeta, Freire é autor de uma série de poemas acerca dos sofrimentos da vida religiosa.

 

Monge beneditino, sacerdote e poeta, √© conhecido por seus versos em que a tens√£o presente na vida religiosa est√° presente. Faleceu jovem, aos vinte e tr√™s anos e deixou uma obra po√©tica permeada pelo sofrimento em decorr√™ncia da sa√ļde debilitada e da vida clerical, que impunha severas restri√ß√Ķes ao esp√≠rito do jovem sacerdote. Foi escolhido patrono da Academia Brasileira de Letras, ocupando a cadeira de n√ļmero vinte e cinco por indica√ß√£o de Franklin T√°vora.

Sua obra √© conhecida pela tens√£o presente nos versos, que oscilam entre a vida espiritual, a religiosa e o mundo material. Junqueira Freire tamb√©m √© produto do seu tempo, revelando interesse em aspectos ent√£o contempor√Ęneos, como a postura republicana e antimon√°rquica, fruto de sua desilus√£o com a vida religiosa. A busca pela liberdade viria apenas com a morte. Sua obra mais famosa √© Inspira√ß√Ķes do claustro (1855) cujo poema mais famoso √© Louco, veja abaixo:

Louco
(Hora de Delírio)

Não, não é louco. O espírito somente
√Č que quebrou-lhe um elo da mat√©ria.
Pensa melhor que vós, pensa mais livre,
Aproxima-se mais à essência etérea.

Achou pequeno o cérebro que o tinha:
Suas idéias não cabiam nele;
Seu corpo é que lutou contra sua alma,
E nessa luta foi vencido aquele,

Foi uma repuls√£o de dois contr√°rios:
Foi um duelo, na verdade, insano:
Foi um choque de agentes poderosos:
Foi o divino a combater com o humano.

Agora est√° mais livre. Algum atilho
Soltou-se-lhe o nó da inteligência;
Quebrou-se o anel dessa pris√£o de carne,
Entrou agora em sua própria essência.

Agora é mais espírito que corpo:
Agora é mais um ente lá de cima;
√Č mais, √© mais que um homem v√£o de barro:
√Č um anjo de Deus, que Deus anima.

Agora, sim - o espírito mais livre
Pode subir √†s regi√Ķes supernas:
Pode, ao descer, anunciar aos homens
As palavras de Deus, também eternas.

E vós, almas terrenas, que a matéria
Os sufocou ou reduziu a pouco,
N√£o lhe entendeis, por isso, as frases santas.
E zombando o chamais, portanto: - um louco!

Não, não é louco. O espírito somente
√Č que quebrou-lhe um elo da mat√©ria.
Pensa melhor que vós, pensa mais livre.
Aproxima-se mais à essência etérea.

 

Fagundes Varela (1841 - 1875)

Luis Nicolau Fagundes Varela nasceu em Rio Claro (RJ). Escreveu uma das mais belas poesias da literatura brasileira em homenagem ao filho morto.

 

Abandonou a faculdade de Direito, casou aos vinte e um anos e teve um filho. A morte do filho, aos tr√™s meses de vida, que serviu de inspira√ß√£o para a composi√ß√£o de um dos seus poemas mais importantes, C√Ęntico do Calv√°rio. A este fato tamb√©m √© atribuida a sua entrega ao alcoolismo, levando o poeta √† depress√£o e √† vida bo√™mia pelos bares. Ocupante da cadeira n√ļmero onze da Academia Brasileira de Letras, por escolha de L√ļcio de Mendon√ßa.

Em contrapartida, sua obra cresce consideravelmente em função das amarguras da vida causadas pelas perdas dos filhos (outro filho seu morre, também prematuramente) e da esposa. Ela é variada e gira em torno da exaltação da natureza e da pátria, da morte, do mal-do-século, do sentimento religioso, além de poemas que tratam da abolição da escravatura em que prega uma América livre, como é o caso dos poemas presentes no conjunto Vozes da América (1864). Faleceu jovem, aos trinta e três anos.

Veja abaixo, trecho do poema C√Ęntico do Calv√°rio:

C√Ęntico do calv√°rio
à memória de meu filho morto a 11 de dezembro de 1863

Eras na vida a pomba predileta
Que sobre um mar de ang√ļstias conduzia
O ramo da esperança. Eras a estrela
Que entre as névoas do inverno cintilava
Apontando o caminho ao pegureiro.

Eras a messe de um dourado estio.
Eras o idílio de um amor sublime.
Eras a glória, a inspiração, a pátria,
O porvir de teu pai! - Ah! no entanto,
Pomba, - varou-te a flecha do destino!

Astro, - engoliu-te o temporal do norte!
Teto, - caíste!- Crença, já não vives!
Correi, correi, oh! l√°grimas saudosas,
Legado acerbo da ventura extinta,
D√ļbios archotes que a tremer clareiam
A lousa fria de um sonhar que é morto!

(...)

 

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