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José de Alencar (1829 - 1877)

Nasceu em Messejana, no Ceará e faleceu no Rio de Janeiro. Advogado, jornalista e romancista, teve papel fundamental para o desenvolvimento do romance e do pensamento intelectual no Brasil do século XIX. É patrono número vinte e três da Academia Brasileira de Letras por escolha de Machado de Assis.

 

Primeiro escritor romântico a desenvolver o romance com temas mais variados e abrangentes do que seus sucessores. Alencar empenhou-se em retratar diversas esferas e incluir o maior número de tipos de personagens até então vistos na literatura brasileira. Alencar não se contentou somente com a sociedade burguesa carioca de seu tempo mas, também, empenhou-se nos tipos brasileiros como o gaúcho e o sertanejo. Sua intenção era de retratar um painel geral do país, de norte a sul, além de tentar estabelecer uma linguagem brasileira.

Segundo o crítico José de Nicola em seu Literatura Brasileira: das origens aos nossos dias (ed. Scipione, 2001), a obra de José de Alencar é um retrato de suas condições políticas e sociais: grande proprietário de terras, político e conservador, monarquista, nacionalista exagerado e escravocrata. O romancista transparece essas posições em sua obra, como se pode perceber na maneira como retrata os índios e a sexualidade feminina em seus romances.

Os críticos costumam dividir em quatro as fases principais de sua produção:

a) urbana ou social: Cinco Minutos (1856), A viuvinha (1860), Lucíola (1862), Diva (1864), A pata da gazela (1870), Sonhos d'ouro (1872), Senhora (1875), Encarnação (1893);

b) indianista: O Guarani (1857), Iracema (1865), Ubirajara (1874);

c) histórico: As Minas de Prata (1865), Guerra dos Mascates (1873);

d) regionalista: O gaúcho (1870), O Tronco do Ipê (1871), Til (1872), O Sertanejo (1875);

 

Curiosidade: no ano de 1856 Alencar publica uma série de cartas em resposta ao poema A Confederação dos Tamoios (1857), de Gonçalves de Magalhães. A coletânea de oito cartas, pubilcada sob o título de Cartas sobre a confederação dos tamoios pretendia criticar o poema de Magalhães que, na época, era protegido do imperador Dom Pedro II. A crítica recai principalmente no modelo escolhido por Magalhães para seu poema, o épico, um gênero clássico que não seria adequado para cantar o índio brasileiro. Além disso, critica a fraca musicalidade do poema, a falta de "arte" na descrição da natureza brasileira e dos costumes indígenas. No ano seguinte (1857), Alencar publica seu primeiro romance indianista, O Guarani como resposta ao poema de Magalhães.

 

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