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Hans Staden no Brasil

O alemão Hans Staden foi um aventureiro, viajante, marinheiro e escritor (cronista) do século XVI. Por duas vezes, Staden esteve no Brasil, onde participou de combates nas capitanias de Pernambuco e de São Vicente contra navegadores franceses e seus aliados indígenas. Passou nove meses escravo dos índios tupinambás.

De volta à Alemanha, no ano de 1555, escreveu o livro “Duas viagens ao Brasil”, em que contou todas as aventuras que passou nas terras brasileiras. O livro despertou bastante intresse do público, pois na segunda metade do século XVI os leitores europeus tinham curiosidade em saber sobre a vida, costumes e a cultura na América recém-descoberta.

Staden escapou do canibalismo

Em sua segunda viagem ao Brasil, antes de chegar a São Vicente, o navio de Staden naufragou próximo a Itanhaém. Seus ocupantes conseguiram nadar até a praia, de onde foram a pé até São Vicente. Lá, Staden foi contratado como artilheiro pelos colonos portugueses para defender o Forte de São Filipe da Bertioga, que se localizava nas proximidades da cidade.

Enquanto caçava sozinho fora dos limites do forte, Staden foi feito aprisionado por uma tribo tupinambá, que ficaria localizada em algum ponto entre Bertioga e Rio de Janeiro. Ficou então refém por nove meses. Canibais, os tupinambás iriam se alimentar da carne de Hans Staden. O alemão contou em seu livro que fingiu ser francês (os franceses eram aliados dos tupinambás contra os portugueses) e chorou muito.

Acabou não sendo devorado, pois os tupinambás temiam comer carne de covardes e medrosos, pois acreditavam que iriam adquirir estas características. O alemão conseguiu escapar da posse dos tupinambás após ser resgatado por um navio de piratas franceses.

Como referenciar: "Hans Staden no Brasil" em Só Literatura. Virtuous Tecnologia da Informação, 2007-2019. Consultado em 16/07/2019 às 07:05. Disponível na Internet em http://www.soliteratura.com.br/curiosidades/hans_brasil/