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A invenção da imprensa

Em 1455 o inventor alemão Johannes Gutemberg criou uma das maiores contribuições para o mundo moderno.

A tipografia permitiu que os textos, antes manuscritos, fossem impressos a partir da elaboração dos tipos, letras móveis produzidas em cobre e alocadas em uma base de chumbo onde recebiam a tinta e eram prensadas no papel.

Dessa maneira, a “imprensa”, como ficou conhecida a invenção de Gutembgerg, passou a influenciar a produção e divulgação de conhecimento, contribuindo para um maior desenvolvimento não apenas da produção literária na Europa, mas da metalurgia e da produção de papel.

Com o passar do tempo, a invenção foi ganhando espaço e se difundiu pela Europa, onde foi aperfeiçoada e contribuiu para a disseminação de ideias por meio da publicação de periódicos e de livros.

No ano de 1814, na Inglaterra, houve uma importante modificação na imprensa: a introdução da rotativa a vapor, dispositivo que permitiu a otimização do trabalho e proporcionou impressões em larga escala (de aproximadamente 1.100 exemplares por hora!), acompanhando a série de mudanças tecnológicas ocorridas com a Revolução Industrial. Foi nessa época que houve o aparecimento dos principais jornais ingleses, como o Times e o Daily Telegraph.

Já em 1836, na França, houve a fundação do periódico La Presse, por Emile de Girardin, inaugurando o sistema de anúncios publicitários, barateando o custo da impressão e permitindo um maior acesso à população. Além disso, segundo o crítico literário Otto Maria Carpeaux (1963),

"para garantir sucesso aos que deram anúncios ao seu jornal, Girardin criou um público permanente e estável de leitores, publicando no folhetim um romance em série, em continuações. O êxito dessa invenção foi tão grande que até os jornais mais antigos, de digna tradição ideológica, se viram obrigados a fazer o mesmo. (...) Inicia-se uma aliança entre jornalismo e literatura." (CARPEAUX, 1963:2115)

Embora já houvesse a publicação de romances em folhetim, foi a partir do século XIX que a prática se tornou comum, tornando as publicações acessíveis à população e permitindo um maior desenvolvimento da literatura por meio dos folhetins, que proporcionou a evolução gradual do gênero literário “romance”, projetando escritores como Charles Dickens, Émile Zola, George Sand e, no Brasil, do indianista romântico José de Alencar.

No Brasil, a impressão de documentos, periódicos e da produção literária não era permitida e só veio a ocorrer no início do século XIX com a vinda da Família Real portuguesa que trouxe consigo a Imprensa Real.

Fontes:
Casa do Manuscrito
CARPEAUX, Otto Maria. História da Literatura Ocidental. Rio de Janeiro: Edições O Cruzeiro. 1963. Volume 5.

Como referenciar: "A invenção da imprensa" em Só Literatura. Virtuous Tecnologia da Informação, 2007-2019. Consultado em 16/07/2019 às 08:01. Disponível na Internet em http://www.soliteratura.com.br/curiosidades/invencao_imprensa/