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Autores do Realismo

Machado de Assis

Joaquim Maria Machado de Assis nasceu no dia 21 de junho de 1839 no Morro do Livramento (RJ). É considerado nacional  e internacionalmente um dos maiores nomes das Letras brasileiras.

Era filho do brasileiro Francisco José de Assis, um pintor de paredes mulato, e da açoriana Maria Leopoldina Machado de Assis, uma lavadeira. Após a morte da mãe, seu pai casou-se com Maria Inês da Silva, com quem o escritor continuou morando após o falecimento do pai.

Machado de Assis estudou por pouco tempo em uma escola pública, onde aprendeu as primeiras letras. Começou sua vida literária bastante cedo e, aos 16 anos publicou o poema “Ela” no jornal Marmota Fluminense (de Francisco de Paula Brito).

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Machado de Assis

No ano seguinte, passou a trabalhar como tipógrafo na Imprensa Nacional, então sob a direção de Manuel Antônio de Almeida, autor de Memórias de um Sargento de Milícias. Em 1858 iniciou aulas de francês com o Padre Antônio José da Silveira Sarmento e, no mesmo ano, tornou-se revisor de provas tipográficas na livraria de Paula Brito. No ano seguinte trabalhou como crítico teatral, colaborando para inúmeros jornais.

Em 1863 Machado publicou suas primeiras peças de teatro: O Protocolo e O Caminho da Porta, além de publicar diversos contos no Jornal das Famílias. Seu primeiro livro publicado foi uma coletânea de versos intitulada Crisálidas.

A partir de então, a produção literária de Machado de Assis tornou-se bastante prolífica e o autor escreveu críticas, crônicas, contos, poemas, ensaios e teve publicado seu primeiro romance, Ressurreição (que ainda continha resquícios da prosa romântica).


Carolina Augusta Xavier de Morais, o grande amor de Machado de Assis

Machado de Assis casou-se com Carolina Augusta Xavier de Morais, o grande amor da sua vida, sua companheira por quase 35 anos e a quem dedicara seu soneto mais famoso, A Carolina.

Em 1873 Machado foi nomeado para um cargo público como primeiro-oficial da Secretaria do Estado do Ministério da Agricultura, sendo mais adiante promovido a chefe da seção da Secretaria da Agricultura, o que lhe garantira estabilidade financeira. Dedicando-se cada vez mais à literatura, publicou os livros Histórias da Meia-Noite (1873), A Mão e a Luva (1874), Americanas (1875), Helena (1876) e Iaiá Garcia (1878).

Inspirado no novo estilo de romance que estava se desenvolvendo na Europa e, principalmente, por Eça de Queirós (que havia publicado O Primo Basílio em 1878), Machado inicia, em 1879, a publicação seriada de Memórias Póstumas de Brás Cubas na Revista Brasileira e, no mesmo ano, inicia a publicação seriada de Quincas Borba na revista A Estação. Os dois romances foram publicados em forma de livro em 1881 e 1891, respectivamente. A partir de 1882, publicou os livros Papéis Avulsos, Histórias sem Data e Várias Histórias

Em 1896 dirigiu a primeira sessão preparatória da fundação da Academia Brasileira de Letras e, no ano seguinte, participou da sua inauguração, sendo eleito o primeiro presidente, cargo que assumiu por dez anos. Em 1899 publicou outro de seus romances mais importantes, Dom Casmurro. A partir de então, publica Páginas Recolhidas, Poesias Completas e Esaú e Jacó.

Carolina faleceu em 1904. Em 1908 Machado publicou o controverso Memorial de Aires. Faleceu no mesmo ano, no Rio de Janeiro, em decorrência de uma úlcera canceriosa. Assim como o personagem de seu romance mais famoso, Machado de Assis não deixou filhos para a posteridade.

Como referenciar: "Machado de Assis" em Só Literatura. Virtuous Tecnologia da Informação, 2007-2019. Consultado em 20/01/2019 às 23:57. Disponível na Internet em http://www.soliteratura.com.br/realismo/realismo05.php